Cenário Atual. Como viver a CRISE sem CRISE!

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Café Com Ideias: Existem eventos que controlamos e eventos que não controlamos correto? Mas tem uma coisa que somente nós podemos controlar: “Como lidar com a situação existente e como proceder mediante à eventos que não conseguimos controlar.” Podemos controlar o tempo, um encontro, uma decisão a ser tomada, mas não podemos decidir por outras pessoas, a saúde(a não ser cuidar dela), o trânsito, os acontecimentos futuros e etc.
E em um Cenário como o que estamos vivenciando, o que fazer? Como proceder e como vender lenços?

O cenário está cada vez mais competitivo, o mercado cada vez mais exigente, a qualificação é importantíssima, é preciso ser empreendedor etc e etc. Desde que o mundo é mundo, todas estas condições já existiam e com isso, já eram imprescindíveis, o que mudou foi apenas a forma de colocá-las. Sempre houve competição, sempre qualificação teve grande importância e possuir características de um bom empreendedor era uma condição “sine qua non”.

Desde os primórdios o ser que se diferenciava, em se tratando de força, imposição, inteligência, para a época, claro, alcançava mais êxito em tudo. Com a mudança de era não foi muito diferente, aquele que conseguia ter uma condição diferenciada de estudo, indicação ou mesmo preparo, conseguia com mais facilidade mudar de cargo, obter melhores salários e etc. E o Cenário hoje não é diferente. Se destacarão aqueles que tiverem mais ferramentas, tanto de conhecimento, como network e assim por diante.

Quando entendemos dessa forma, passamos a entender que somos seres mutantes e vivemos em constante transformação, mas as regras, as condições foram, são e sempre serão as mesmas. Então porque alardear? Porque entrar em pânico? Se isso é uma questão tão óbvia e jamais conseguiremos mudar.

O que mais ouvimos falar o tempo todo ultimamente é na bendita da crise. Assim como as condições exigidas para se obter o êxito na vida, que acabamos de falar acima, também acontece com a crise, sempre existiu, existe e sempre existirá. O que muda é a proporção, o a causa e os interesses. O Brasil vive em crise, o mundo vive em crise, existe crise no Oriente Médio, desde que o mundo é mundo. O Holocausto foi uma crise, etc e etc. Não quero de maneira alguma fazer vista grossa ao que está ocorrendo na atual conjuntura, na política, a roubalheira e etc, muito pelo contrário, assim como também não quero entrar em discussão política, por que na minha opinião, todos são farinha do mesmo saco.

O que eu quero dizer é que, com ou sem crise, não cabe a nós permanecermos inertes; atribuindo tudo à crise: “Meu casamento acabou, por causa da crise”, “Sai do emprego, por causa da crise”, “Não vou mais enviar currículo, por que estamos em época de crise”, e blá..blá..blá. Por incrível que pareça, é nos momentos de crise que mais se tem possibilidade de crescer, que se enxerga o quanto esteve procrastinando, adiando oportunidades e o quanto esteve acomodado. Como diz Arnaldo jabor: “A crise nos tira o sono e nos faz despertar.”

Se algo mudar na sua vida, seja lá o que for, principalmente em um momento de crise, pare e pense: Quais são as suas forças? Em que se diferencia? Em que é verdadeiramente bom? Já sei o que está pensando neste momento, “Se eu fui demitido é porque não tenho nada disso” correto? Errado. Muitas vezes a crise pode não estar em você, e sim em quem o(a) demitiu, por medo de não conseguir manter todos os funcionários, por reconhecer que a gestão é falha, por não estar financeiramente equilibrado(a) e etc. Enfim, você pode perguntar, “Mas porque eu e não os outros?”, pode ser competente demais para a empresa, por poder se tornar uma ameaça para o seu chefe, ou mesmo, por que você pode custar mais caro que o seu colega, porque você tem IDEIAS,  cobra resultados e etc. Fiz um artigo que retrata muito a questão do medo, é quase uma metáfora, mas não é muito diferente da realidade, vale a pena conferir: (https://blogclaudiamenezes.wordpress.com/2015/04/27/ter-medo-pode-ser-uma-questao-de-atitude-veja-a-historia-do-cao-e-da-galinha/)

Já parou para pensar que em uma tragédia, a primeira coisa que fazemos é ficar paralisados? Depois, que caímos na real, sentimos dor, medo, gelamos ou até mesmo gritamos, tudo isso devido ao alto grau de desespero,  e literalmente perdemos a cabeça não é? Ai, se chega uma pessoa mais calma, pede para a gente respirar, contar até dez, fazer uma prece, praticar um exercício de respiração e etc, de um momento para outro, deixamos aquele estado alarmante, sem equilíbrio e passamos para um momento de paz. Esse desespero é resultado de uma falta de confiança em nós mesmos. O ato de querer culpar os outros, a situação e tudo mais, nada mais é que meras desculpas para a incapacidade de se reerguer.

Outra dica interessante é, além de unir toda a sua força e ver o que tem de melhor, programe-se com calma para o próximo passo que será dado. Não saia de porta em porta entregando seu currículo, sem foco, sem objetivo, ou isso pode custar muito caro. Não denigra a imagem da empresa em que trabalhava, tente entender o que ocasionou a sua saída. Busque sua rede de relacionamentos, sem colocar um megafone nas redes sociais, postar frases de lamúrias, ameaças e se fazer digno(a) de dó. Seja discreto(a), elegante e coerente com seus planos. Lembre-se sempre: a vida é feita de ciclos, seja no amor, no trabalho, na vida social, profissional, saúde, financeira, intelectual, religiosa. E como todo ciclo, tem seu início, meio e fim. Momentos em alta, estável e em baixa, mas que o momento em baixa seja corriqueiro, que o momento estável não se prolongue tanto para não se acomodar e que o momento em alta perdure, desde que não te tornes cego(a) para outras oportunidades. Arregace as mangas e vai a luta. Escolha vender lenços para quem chora!

“A crise preenche as redes sociais — a crise é on-line. Que restará do Brasil quando acabar a crise? Apenas um grande vazio sem assunto? Que faremos sem ela? Talvez tristeza pura porque a crise nos dava uma torta alegria de viver, um motivo para termos esperança. E se acabar também a esperança?”   Arnaldo Jabor

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Abraços,

Claudia Menezes.

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