Conviver com o outro não significa se anular, nem tão pouco se responsabilizar!

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Café Com Ideias: Lendo uma excelente obra: “Deixe de Ser Bonzinho e Seja Verdadeiro” de Thomas D’Ansembourg, resolvi compartilhar aqui. O interessante é reconhecer que podemos nos relacionar bem com os outros, sem deixar de ser o que realmente somos. Veremos então alguns capítulos que nos mostrarão as fases do processo de mudança. Fiquem atentos e não percam esta magnífica oportunidade!

Parte 1-

Café Com Ideias: Muitas vezes costumamos ignorar as nossas necessidades, o que não nos deixam em uma situação confortável, ocasionando críticas e acusações ao próximo.  É preciso reconhecermos nossas carências, diferenciá-las, estabelecer prioridades e claro, resolvê-las, sem criarmos expectativa no outro e sem gerarmos cobranças.

Thomas: _”Reuni toda energia que costumava dedicar as queixas, à revolta e à nostalgia e a canalizei no intuito de promover minha transformação interior e melhorar meus relacionamentos com pessoas a minha volta.”

“Essa auto-conscientização também me ajudou a compreender e aceitar que o outro tem suas próprias necessidades e que eu não sou o único capaz de satisfazê-las.”

Café Com Ideias: Não podemos nos responsabilizar pelo outro. Se cada um de nós reconhecermos o quanto somos livres das ações do outro, e o quanto agimos de maneira equivocada tentando assumir a culpa por seus dissabores, nos tornaremos melhores ouvintes e mais aptos a construirmos uma relação humana mais satisfatória.

O autor cita a importância da “Comunicação Não violenta”, uma vez que para o mesmo, a violência tem como significado: “Ausência de Consciência.”

Thomas: _”Se cada um de nós resolvesse observar a própria violência, aquela que exerce inconsciente e muito sutilmente contra si próprio e contra os outros-mesmo que pense que esteja agindo com as melhores das intenções do mundo- tenho certeza que nos esforçaríamos para impedir que ela viesse à tona.”

“Acredito que a violência surge no momento em que é usada não com o objetivo de criar, estimular ou proteger, mas sim para exercer pressão, seja sobre nós mesmos ou sobre os outros. Essa pressão pode ser afetiva, psicológica, moral, hierárquica ou institucional. Por isso, a violência sutil é infinitamente mais comum do que aquela manifestada por meio de agressão físicas ou verbais.”

Café Com Ideias: Depende unicamente de nós trocarmos palavras que machucam, rotulam, julgam, ameaçam e condenam por aquelas que unem, propõem, reconciliam e estimulam. Para isso, é preciso trabalharmos a consciência e a linguagem verbal e não verbal. Impedindo assim que a agressividade e a violência se instalem e causem efeitos desastrosos.

De acordo com Thomas D’Ansembourg, precisamos trabalhar alguns princípios da Comunicação Não Violenta, que são eles: 1. Observação, 2. Sentimento, 3. Necessidade e 4. Pedido. Método que nos permite identificar o que desperta nossa reação, nos sentindo melhor e mais assertivos. Veremos no próximo post!

Abraços,

Claudia Menezes.

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3 respostas a Conviver com o outro não significa se anular, nem tão pouco se responsabilizar!

  1. Rose Rosa diz:

    Maravilhoso Artigo

  2. Maria Claudiana diz:

    Interessante é que fazemos de forma automática tudo isso… É preciso se policiar o tempo inteiro,principalmente porque temos a mania de achar que violência é só agressão física, ou gritos…
    Adoro seus artigos… Sempre aprendo muito com eles

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