O Medo faz parte da nossa vida. Como você lida com ele?

Imagem

Você tem medo de quê?

Todos neste mundo têm medo de alguma coisa. E os medos, assim como quaisquer outros limitadores, precisam ser superados. Então, é necessário não só vencer, como saber lidar com este tão terrível inimigo, chamado “medo”.

São estes os medos que mais avassalam a vida das pessoas: medo da pobreza, medo da velhice, medo da doença, medo de ficar só, medo da crítica, medo da morte, medo de perder o emprego e etc. Quando o medo entra na vida de uma pessoa, esta sofre por antecipadamente, simplesmente pelo fato de imaginar  algo que pode ou não acontecer, simplesmente pelo fato de antecipar o sofrimento e a dor, como o próprio nome já diz: se “pre”ocupando ou seja, ocupar-se antes. Uma coisa é sofrer por algo que está acontecendo, a outra é pensar que algo poderá acontecer e sofrer por antecedência.

O medo também nos protege, nos torna cautelosos, mas quando exerce o papel de limitador, quando exerce o papel de assombrador, chega a hora de reavaliar. O medo saudável é aquele que nos impede de correr perigo, já o medo doentio, é aquele que nos faz sofrer em demasia, ou que nos faz desistir sem mesmo termos tentado.

Medo da Pobreza-Todos os medos são tão antigos quanto a humanidade e assim como nos baseamos em nossos ancestrais para viver, também herdamos seus diversos tipos de medos. O medo da pobreza tem suas raízes desde a pré-história, quando o homem exercia o poder sobre seus semelhantes, inclusive os animais que tinham instintos, mas não possuíam o poder de pensar, exerciam o domínio uns sobre os outros. O homem com seu senso de intuição e o poder de pensar, ao invés de exercer o poder físico sobre seus semelhantes, passou a exercer o poder financeiro. Perante a sociedade, o homem que não conseguia apresentar poder de alguma forma, sofria humilhações. Ter poder era o mesmo que ser merecedor de confiança. Viver em sociedade tem uma forte relação com aceitação, sendo assim, o homem, busca através do poder, do ter, um respeito da sociedade. Para muitos é mais importante ser do que ter, mas para outros não.

Medo da Velhice- Envelhecer é um processo natural e de certa forma, torna-se um privilégio para quem consegue chegar lá. Porém uma das raízes do medo da velhice está relacionada ao fato dela poder vir acompanhada da pobreza. Outro fator que contribui para o medo da velhice é o fato de ela poder estar mais próxima da morte, que para muitos, ainda é um mistério, e tudo que é desconhecido gera o medo. Antigamente, não se pensava tanto na velhice como hoje. Vive-se melhor quem aceita o processo de envelhecimento e se prepara para ele.

Medo da Doença: Este medo tem forte relação com o medo da pobreza, uma vez que também leva ao desconhecido mundo dos terrores, desconhecido pelo homem. Existem doenças criadas pelo inconsciente, como por exemplo, pessoas hipocondríacas, que conseguem além imaginar a dor, conseguem ainda sentir seus efeitos e sintomas,sem ter nada, simplesmente por acreditar estarem doentes. Existe a doença da alma, do espírito, do amor. Tudo o que é relacionado ao sofrimento, compadecimento está ligado a doença. A crença é um fator que contribui muito para este fator, uma vez que, quando se obtêm o equilíbrio, se aproxima mais do alívio, ou até mesmo da cura.

Medo de ficar sozinho- “Nascemos só e morreremos só” , esta frase não passa de um mérito consolo para quem se encontra só. Nascemos de um encontro de duas pessoas, vivemos em sociedade e morreremos deixando pessoas. Sendo assim, precisamos de convívio sim. Desde nossos ancestrais existe a poligamia, afinal não existia casamento ou definição de que alguém pertencia a alguém. Essa verdade será contestada por algumas pessoas, mas era esta a realidade. Podemos dizer que a origem do medo de perder alguém está relacionada ao ciúme e ao sentimento de posse. Podemos ainda dizer que a dor de perder alguém, pode ser o medo mais temido e lastimável que os outros medos. È um medo que avassala o espírito do homem e pode conduzi-lo às formas mais violentas de loucura permante. Administramos este medo quando adquirimos autoestima o suficiente para acreditarmos que é possível viver “sozinhos” e melhor que isso, quando acreditamos ser possível amar uma outra pessoa.

Medo da Crítica- Tem muita relação com o medo da pobreza, uma vez que o homem busca ser aceito pela sociedade. Houve um tempo em que a palavra descrente significava ruína para qualquer pessoa a que fosse aplicada. Hoje em dia utilizamos muito o termo “crítica positiva”, o que não deixa de ser uma crítica, porém, mais amena e muitas vezes seguida de elogios. Felizes as pessoas que fazem da crítica uma ferramenta de crescimento e amadurecimento.

Medo da Morte: Com certeza é o medo mais temido, uma vez que envolve crenças, valores e apego. Tem muita relação com a religiosidade e o fanatismo. “De onde vim, para onde vou depois de morrer”? esta é a pergunta que todos nós fazemos. É o medo que mais desafia as pessoas, pois até o homem mais destemido, quando se encontra em uma situação de risco de morte, entra em desespero. Acredito que assim como não se discute política, religião e futebol, a morte também não deveria ser discutida, afinal, cada um tem a sua crença e nenhum homem consegue provar exatamente como são o céu e o inferno.

Medo de perder o emprego: Somos adaptáveis, esta é a mais pura realidade. E o principal medo de perder o emprego é pensar na dificuldade ou mesmo transtorno para conseguir outro. Costumamos entrar em uma zona de conforto, mesmo que a situação não seja tão favorável, mas de tanto nos acostumarmos a ela, passamos a nos adaptar. Nos acomodamos a tal ponto, que enquanto estamos empregados, ao invés de buscarmos outras oportunidades, ficamos postergando e então, em um momento de urgência, nos deparamos com a dura realidade de “perder o chão”. Quando aumentamos nosso network, temos um plano B ou mesmo sabemos o que iremos buscar caso a “torneira seque”, tudo fica mais fácil e não passamos pelo doloroso desconforto de ter a sensação de estarmos “perdidos”.

Seja qual for o medo que nos rodeia, é importante entendermos que nunca estaremos isentos de senti-los, nunca estaremos protegidos dos eventos naturais da vida. Precisamos sim, distinguir o que é medo e o que é desespero, o que é realidade e o que é doença mental. Viver cada segundo de nossas vidas como se fosse o últimos, pois um dia, será!

Abraços,

Claudia Menezes

Bibliografia: HILL Napoleon- A Lei do Triunfo.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Sem categoria com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s