Café com idéias: Se expor muito no relacionamento, não é aconselhável! Veja

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Somos seres individuais, nascemos e morremos sozinhos. Isso não quer dizer que devemos ser individualistas, mas que devemos sim, nos tratar e tratar os outros como indivíduos únicos. O fato de se relacionar com o outro não significa se isolar do mundo e deixar de ter vida própria. Quando nos relacionamos, dividimos e somamos, mas nunca devemos subtrair. Tanto em um relacionamento a dois, como nas amizades e no convívio familiar, precisamos estar atentos a forma com que nos comportamos, doando sem exageros, aprendendo a dizer não, quando necessário e nos permitir ausentar(ir para a caverna) quando preciso. Ao ler o livro “Homens de Marte Mulheres de Vênus” achei interessante quando o autor citou a importância do homem  ir para a caverna de vez em quando, e a mulher deveria considerar esta ida como um elástico, se puxasse insistentemente, poderia voltar com força e se machucar, o ideal seria então, deixar que voltasse naturalmente, quando bem entendesse. Concordo, mas acho que a mulher também precisa de ir para a caverna de vez em quando, e desse mesmo tempo para voltar. Afinal, existem sim diferenças entre o homem e a mulher, mas os valores, os limites e as cresças não se diferem.

Pobre dos relacionamentos onde se conhece os limites um do outro, a tendência é não durar muito, ou se tornar maternalista ou paternalista demais. Conhecer os limites quer dizer, se expor ao extremo, dividir tudo e todos os problemas, sem exceção. Contar tudo o que se passou, com quem se passou. Regressão se faz com psicanalista e não com o companheiro(a). É preciso ter um pouco de magia, mistério. Isso serve até mesmo para as amizades, não se deve por a boca no trombone, gritando aos quatro ventos como foi a sua vida.

Quando eu era adolescente, ganhei um livro maravilhoso, inclusive acho que toda adolescente deveria ler: “Para Uma Menina Com Uma Flor”  de Vinícius de Moraes. Nunca mais me esqueci desta frase: “Gostaria que a noiva trouxesse mais enxoval, pois a que se apresenta humildemente, acaba sendo desprezada pelo marido, e ele trata como criada, a noiva que vem com uma trouxinha de criada.” Ou seja, quanto maior o enxoval(valor), maior o reconhecimento, em contrapartida quanto menor o enxoval(valor) menor o reconhecimento. Isso serve tanto para a noiva, quanto para o noivo.

As pessoas precisam parar de pensar que os outros as completam, e sim pensar que já são completas e que os outros apenas agregarão “mais valor”. Afinal, não é por acaso que se unem, algo chamou a atenção um do outro, não é verdade? Se valorizar acima de qualquer coisa e se amar, antes de amar ao próximo. Boa sorte! Claudia Menezes.

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